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A saúde mental do homem

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Os tempos são outros. Foram-se os dias em que os homens somente iam ao médico ou levados pelas mães, quando crianças ou acompanhando a esposa em alguma consulta rotineira. Há homens que, infelizmente, ainda hoje, passam longe do hospital. Mas aos poucos essa realidade vem mudando e percebe-se que os cuidados em saúde também se estendem a eles; por que não? A campanha que se lança no mês de novembro - Novembro Azul - tem o objetivo chamar atenção para os cuidados da saúde masculina. Consultas e exames simples, que se realizados com antecedência e frequência, podem evitar dores de cabeça no futuro. Chama-se muito a atenção para o câncer de próstata, que dependendo do tipo de tratamento e cirurgia, pode levar a consequências irreversíveis, como a impotência. Mas há também outras doenças silenciosas, como pressão alta, atrite, diabetes e depressão, que passam anos desconhecidas por seus portadores, que não gostam de ir ao médico. Falando nisso, e a saúde mental do homem, como ...

Criança adulta

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Nós adultos gostamos de nos sentir saudosistas em relação à nossa infância, sempre nos referindo à melhor fase da vida. A infância é tida como aquele estágio do desenvolvimento em que há total descomprometimento, sendo a brincadeira a principal ocupação. Lembramos dos brinquedos que fizeram sucesso, das roupas, da escola, da comida preferida. Na nossa memória de adultos, não precisávamos nos preocupar em ganhar dinheiro ou pagar contas e tínhamos certeza de que a mamãe cuidaria de tudo, caso alguma coisa saísse errado. Só que sabemos que não foi para todos os adultos. Dia desses, saindo do trabalho entrei na cafeteria onde habitualmente faço algumas refeições, para o lanche do final da tarde. Posteriormente, eu iria me dirigir a um espetáculo de música (que não fazia muita ideia do que se tratava) e, como não daria tempo para retornar a casa, resolvi lanchar por ali mesmo. Já com as cadeiras em cima das mesas, a atendente serviu meu pedido por me considerar uma cliente fideliz...

A boa vontade

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Como fazer para ter uma boa relação interpessoal? Diariamente convivemos com pessoas que trazem consigo um mundo interno muito particular. São histórias de vida, crenças, modos e trajetórias distintas, que tornam cada ser humano único. Sendo assim, constantemente somos desafiados a ter flexibilidade e muito jogo de cintura para conseguir driblar as diferenças e fazer das relações um instrumento de aprendizado e crescimento pessoal. Por exemplo, se alguém da minha família acredita que a maneira A é melhor para a criação dos filhos que a maneira B (com a qual me simpatizo), não concordar com este familiar não necessariamente quer dizer que preciso aniquilá-lo ou até mesmo eliminá-lo. Pode-se tornar um exercício pessoal me colocar no lugar deste familiar de maneira empática (ou seja, considerando sua história de vida pessoal, etc., etc.) e melhor entender o que o faz crer neste ou naquele ponto de vista divergente do meu. Este exercício dá muito trabalho. Porque o tempo todo ele ...

Meu filho / minha filha não sai do celular!

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Uma dúvida constante dos pais sobre o uso que as crianças e adolescentes fazem de aparelhos eletrônicos. Falemos primeiramente sobre as crianças: as opiniões dos especialistas divergem em alguns pontos específicos no que diz respeito à total restrição de acesso às telas ou ao seu uso moderado. Mas um ponto é unânime: é desaconselhável que as crianças façam uso exclusivo de aparelhos eletrônicos como forma de interagir com o mundo. As crianças são naturalmente curiosas, gostam de fazer descobertas, utilizando, conhecendo e testando seus corpinhos como grande ferramenta de exploração do mundo que as cercam. Elas gostam de correr, pular, se equilibrar, dependura-se nos brinquedos e obstáculos, tudo isso como uma grande aventura. A brincadeira possibilita a interação com o ambiente e a socialização com outras crianças. É um ensaio para as etapas seguintes ao desenvolvimento e contribui massivamente para o amadurecimento psicológico, cognitivo e subjetivo dos pequenos. A orient...

Psicóloga há um ano

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Existem profissionais e profissionais, seja qual for a profissão. No dia cinco de agosto, completou-se um ano do dia em que me tornei psicóloga: o dia de minha formatura. Confesso: minha experiência profissional é muito pequena em relação aos modelos de psicólogas(os) - professores, terapeutas, autores, entre outros - nos quais me inspiro diariamente para construir minha prática. Contudo, desde o instante em que me tornei psicóloga - e não mais uma estagiária ou estudante de Psicologia - o trabalho com outros profissionais psicólogos(as), assim como aqueles envolvidos nos espaços onde a Psicologia se insere, em contexto multiprofissional, tem sido um constante processo de pensar e repensar o que é ser psicóloga. Irrevogavelmente, aprendi durante a faculdade que para me tornar psicóloga eu haveria de construir, desconstruir e reconstruir continuamente espaços, atuações, ideais, concepções, visto que lidar com a vida humana é isto: "num indo e vindo infinito". Por outro ...

Vazio: o sentimento que não se sente não pode doer

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Um grande vazio. Um grande vazio a ser preenchido com algo que não se sabe bem o que é. Um vazio tão disforme e indefinível, difícil de saber de onde veio, como surgiu e o que fazer com ele. Apenas se tem um vazio: relações vazias, sem vida, sem graça... Um vazio tamanho, que chega a ser chato! Daí, se procura preencher aquele vazio com alguma coisa, qualquer coisa: saídas, bebidas, drogas, sexo casual, tatuagens por todo o corpo, piercings perfurando toda pele, discursos acalorados e cheios de razão na internet, raiva do mundo, mal humor... Mas o vazio não passa. Principalmente quando se está off line . "Ah! Como seria bom se alguém pudesse me dizer o que fazer para preencher esse vazio aqui dentro" - você diz a si mesmo. Mas, ninguém diz. E quando dizem, obviamente não lhe agrada. Alguém precisa levar a culpa disso tudo: seus pais, que não lhe deram a devida atenção de que precisava; a escola, que não soube ensinar; o país, que não gera emprego e oportunidades; as co...

Você sabe o que é Planejamento Familiar?

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Sob o slogan de "Só tenha filhos que puder criar" a prefeitura de Quaraí, no interior do RS, causou polêmica nos meios de comunicação digital durante essa semana, ao tocar em um assunto delicado e pouco conhecido: o planejamento familiar. O tom moralista das repercussões elencou a desigualdade social como a principal causa das discussões entre quem pode ou "deve" e quem não pode ou "não deveria" ter filhos. Por outro lado, o Planejamento Familiar é uma política de saúde pública, assegurada pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei 9.263/96 e que, devido ao tamanho da repercussão, imagina-se muito pouco conhecida. Planejamento Familiar é um conjunto de ações que ajudam pessoas que desejam ter filhos ou que optam por adiar o crescimento da família. Tais ações englobam a prevenção de uma gravidez indesejada ou de alto risco, assim como o intervalo entre os partos. O objetivo é que o casal consiga ter maior qualidade de vida, uma vez que podem esco...