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Sobrecarga de Trabalho Mental das Mulheres

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Um dia de semana qualquer: Fazer o café da manhã. Levar as crianças na escola. Verificar se elas já almoçaram. Buscar as crianças onde estiverem (torcendo para que não tenham tido problemas). Orientar o marido sobre o que comprar para jantar e outros itens que venham faltar durante a semana. Fazer as crianças tomarem banho. Preparar o jantar enquanto elas fazem o tema de casa (torcendo para que façam). Servir o jantar. Pedir ao marido para lavar a louça da janta, para que seja possível tomar um banho. Preparar a mochila dos filhos para o dia seguinte. Colocar os filhos para dormir. Levar o cachorro para passear e pedir ao marido que recolha o lixo da casa. Ir dormir exausta, mas já planejando o dia seguinte. Ser uma ótima profissional no trabalho, para não perder o emprego. Dos diversos atravessamentos que a desigualdade de gênero impõe sobre a forma como nos relacionamos socialmente, os impactos na saúde mental das mulheres não ficam de fora. Pensar dá trabalho e gasta muita energia: ...

O abraço

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O abraço: tão trivial na cultura brasileira, é um gesto carregado de sentidos. Demonstra afeto, afago, simpatia, boas vindas, colo, carinho, calor humano... É justamente por demonstrar tantos sentimentos bons, que devemos usá-lo com cuidado. Muitas pessoas se incomodam pelo fato de eu não ser muito adepta do abraço, acham antipático da minha parte. Depois que comecei a desenvolver formas de demonstrar que não abrirei meus braços na direção de pessoas pouco conhecidas ou cujo relacionamento somente ocorre informalmente, percebi que este é um gesto tão naturalizado socialmente, que meus interlocutores ficam sem reação ao perceberem meu não sinal. Contudo, desenvolver "olás" e "tchaus" coletivos tem sido uma experiência pessoal muito importante, no que diz respeito à sinceridade de relações, cumplicidade e amizade verdadeira. Quando somos crianças não temos muito crivo daquilo que é socialmente aceito. Cabe aos nossos cuidadores - pais, mães, avós, professo...

A boa vontade

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Como fazer para ter uma boa relação interpessoal? Diariamente convivemos com pessoas que trazem consigo um mundo interno muito particular. São histórias de vida, crenças, modos e trajetórias distintas, que tornam cada ser humano único. Sendo assim, constantemente somos desafiados a ter flexibilidade e muito jogo de cintura para conseguir driblar as diferenças e fazer das relações um instrumento de aprendizado e crescimento pessoal. Por exemplo, se alguém da minha família acredita que a maneira A é melhor para a criação dos filhos que a maneira B (com a qual me simpatizo), não concordar com este familiar não necessariamente quer dizer que preciso aniquilá-lo ou até mesmo eliminá-lo. Pode-se tornar um exercício pessoal me colocar no lugar deste familiar de maneira empática (ou seja, considerando sua história de vida pessoal, etc., etc.) e melhor entender o que o faz crer neste ou naquele ponto de vista divergente do meu. Este exercício dá muito trabalho. Porque o tempo todo ele ...