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Meu filho / minha filha não sai do celular!

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Uma dúvida constante dos pais sobre o uso que as crianças e adolescentes fazem de aparelhos eletrônicos. Falemos primeiramente sobre as crianças: as opiniões dos especialistas divergem em alguns pontos específicos no que diz respeito à total restrição de acesso às telas ou ao seu uso moderado. Mas um ponto é unânime: é desaconselhável que as crianças façam uso exclusivo de aparelhos eletrônicos como forma de interagir com o mundo. As crianças são naturalmente curiosas, gostam de fazer descobertas, utilizando, conhecendo e testando seus corpinhos como grande ferramenta de exploração do mundo que as cercam. Elas gostam de correr, pular, se equilibrar, dependura-se nos brinquedos e obstáculos, tudo isso como uma grande aventura. A brincadeira possibilita a interação com o ambiente e a socialização com outras crianças. É um ensaio para as etapas seguintes ao desenvolvimento e contribui massivamente para o amadurecimento psicológico, cognitivo e subjetivo dos pequenos. A orient...

Psicóloga há um ano

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Existem profissionais e profissionais, seja qual for a profissão. No dia cinco de agosto, completou-se um ano do dia em que me tornei psicóloga: o dia de minha formatura. Confesso: minha experiência profissional é muito pequena em relação aos modelos de psicólogas(os) - professores, terapeutas, autores, entre outros - nos quais me inspiro diariamente para construir minha prática. Contudo, desde o instante em que me tornei psicóloga - e não mais uma estagiária ou estudante de Psicologia - o trabalho com outros profissionais psicólogos(as), assim como aqueles envolvidos nos espaços onde a Psicologia se insere, em contexto multiprofissional, tem sido um constante processo de pensar e repensar o que é ser psicóloga. Irrevogavelmente, aprendi durante a faculdade que para me tornar psicóloga eu haveria de construir, desconstruir e reconstruir continuamente espaços, atuações, ideais, concepções, visto que lidar com a vida humana é isto: "num indo e vindo infinito". Por outro ...

Vazio: o sentimento que não se sente não pode doer

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Um grande vazio. Um grande vazio a ser preenchido com algo que não se sabe bem o que é. Um vazio tão disforme e indefinível, difícil de saber de onde veio, como surgiu e o que fazer com ele. Apenas se tem um vazio: relações vazias, sem vida, sem graça... Um vazio tamanho, que chega a ser chato! Daí, se procura preencher aquele vazio com alguma coisa, qualquer coisa: saídas, bebidas, drogas, sexo casual, tatuagens por todo o corpo, piercings perfurando toda pele, discursos acalorados e cheios de razão na internet, raiva do mundo, mal humor... Mas o vazio não passa. Principalmente quando se está off line . "Ah! Como seria bom se alguém pudesse me dizer o que fazer para preencher esse vazio aqui dentro" - você diz a si mesmo. Mas, ninguém diz. E quando dizem, obviamente não lhe agrada. Alguém precisa levar a culpa disso tudo: seus pais, que não lhe deram a devida atenção de que precisava; a escola, que não soube ensinar; o país, que não gera emprego e oportunidades; as co...

Você sabe o que é Planejamento Familiar?

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Sob o slogan de "Só tenha filhos que puder criar" a prefeitura de Quaraí, no interior do RS, causou polêmica nos meios de comunicação digital durante essa semana, ao tocar em um assunto delicado e pouco conhecido: o planejamento familiar. O tom moralista das repercussões elencou a desigualdade social como a principal causa das discussões entre quem pode ou "deve" e quem não pode ou "não deveria" ter filhos. Por outro lado, o Planejamento Familiar é uma política de saúde pública, assegurada pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei 9.263/96 e que, devido ao tamanho da repercussão, imagina-se muito pouco conhecida. Planejamento Familiar é um conjunto de ações que ajudam pessoas que desejam ter filhos ou que optam por adiar o crescimento da família. Tais ações englobam a prevenção de uma gravidez indesejada ou de alto risco, assim como o intervalo entre os partos. O objetivo é que o casal consiga ter maior qualidade de vida, uma vez que podem esco...

Antidepressivo: usar ou não usar?

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Antidepressivos: usar ou não usar? É comum pacientes que buscam tratamento para depressão ficarem em dúvida sobre o uso de medicamentos como forma de tratamento. Prós e contras exitem e creio que, antes de tomar a decisão sobre o qual o melhor tratamento, vale muito a pena se informar sobre seus efeitos. A depressão é uma doença cujo principal sintoma - ao contrário do que a maioria das pessoas pensa - é a falta de prazer. Uma incapacidade em se satisfazer com os eventos cotidianos ou com momentos especiais, por exemplo. Para quem está deprimido nada está bom: o emprego está ruim, os relacionamentos sociais, pior ainda, os amigos são chatos e por aí vai. Pessoas deprimidas estão sempre indispostas a fazerem programações diferentes e quando o fazem, contrariadas, ficam com aquela cara de quem "comeu-e-não-gostou". São ranzinzas, rabugentas e pessimistas... Pode parecer que estou descrevendo um ser horrível, aqui. Mas, lhes digo que exitem mais pessoas deprimidas que...

Responsabilize-se pela sua felicidade

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Há muito já dizia o ditado que se conselho fosse bom, seria vendido. Contudo, na maioria das vezes, esses bons conselhos que nos são entregues gratuitamente, bem no fundo estão cheios de razão. E vai aqui um conselho de início de ano, que gostaria de doar a quem possa se interessar: responsabilize-se pela sua felicidade. Como seres humanos que somos, travamos uma incessante busca por satisfação e prazer - o tal "princípio do prazer" afirmado por Freud. É bem simples entendê-lo. Por exemplo, se estamos com sede, nosso corpo sinaliza - a boca fica ressecada - e isso nos indica de que está na hora de beber água. Uma vez saciada a sede, retornamos à homeostase, ao equilíbrio fisiológico e a sensação incômoda logo passa. É um processo tão natural e automático, que mal nos damos conta de sua complexidade. As funções orgânicas (sede, fome, sono, calor ou frio) são mais fáceis de entender, uma vez que sempre que atravessamos um estado de insatisfação, prontamente encontramos u...

Sobre a romantização da maternidade

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Dizem que a maternidade é o sonho de toda mulher. Mas será, mesmo? Hoje pela manhã me deparei com uma reportagem de televisão que entrevistava uma celebridade nacional, que está grávida. Ela dizia, com entusiasmo, que a maternidade é algo divino, sagrado e lindo. Imediatamente me ocorreu a polêmica e as diversas manifestações contrárias PEC 181, que esteve em pauta no Congresso Nacional entre os meses de outubro e novembro desse ano. A PEC dá poder de decisão ao Estado sobre o direito de a mulher interromper, ou não, uma gestação proveniente de uma situação de violência . Pareceu-me muito contraditório. De um lado, uma celebridade nacional exaltando a maternidade como se fosse uma missão de vida e, por outro, um número incontável de brasileiras em busca do direito de decidir sobre si mesmas. A maternidade tem sido assunto postergado para a grande maioria das mulheres, para depois dos 30 anos. O maior nível de escolarização, a profissionalização, a independência financeira...