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Responsabilize-se pela sua felicidade

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Há muito já dizia o ditado que se conselho fosse bom, seria vendido. Contudo, na maioria das vezes, esses bons conselhos que nos são entregues gratuitamente, bem no fundo estão cheios de razão. E vai aqui um conselho de início de ano, que gostaria de doar a quem possa se interessar: responsabilize-se pela sua felicidade. Como seres humanos que somos, travamos uma incessante busca por satisfação e prazer - o tal "princípio do prazer" afirmado por Freud. É bem simples entendê-lo. Por exemplo, se estamos com sede, nosso corpo sinaliza - a boca fica ressecada - e isso nos indica de que está na hora de beber água. Uma vez saciada a sede, retornamos à homeostase, ao equilíbrio fisiológico e a sensação incômoda logo passa. É um processo tão natural e automático, que mal nos damos conta de sua complexidade. As funções orgânicas (sede, fome, sono, calor ou frio) são mais fáceis de entender, uma vez que sempre que atravessamos um estado de insatisfação, prontamente encontramos u...

Sobre a romantização da maternidade

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Dizem que a maternidade é o sonho de toda mulher. Mas será, mesmo? Hoje pela manhã me deparei com uma reportagem de televisão que entrevistava uma celebridade nacional, que está grávida. Ela dizia, com entusiasmo, que a maternidade é algo divino, sagrado e lindo. Imediatamente me ocorreu a polêmica e as diversas manifestações contrárias PEC 181, que esteve em pauta no Congresso Nacional entre os meses de outubro e novembro desse ano. A PEC dá poder de decisão ao Estado sobre o direito de a mulher interromper, ou não, uma gestação proveniente de uma situação de violência . Pareceu-me muito contraditório. De um lado, uma celebridade nacional exaltando a maternidade como se fosse uma missão de vida e, por outro, um número incontável de brasileiras em busca do direito de decidir sobre si mesmas. A maternidade tem sido assunto postergado para a grande maioria das mulheres, para depois dos 30 anos. O maior nível de escolarização, a profissionalização, a independência financeira...

Atravessando o luto como uma onda no mar

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Fim de relacionamento não é nada fácil. Todo mundo, alguma vez na vida, já experimentou o fim um namoro, casamento ou já perdeu uma pessoa muito querida. Pessoalmente, pude vivenciar tais perdas, assim como acompanhei amigos que atravessaram longos dias de tristeza e sofrimento ao terminar uma relação ou perder um emprego. A boa notícia é que passa! Mas percorrer esse caminho não é tão simples assim. Gosto muito de fazer referência à música "Como uma onda no mar", de Nelson Motta e Lulu Santos (1983), quando se trata das intempéries da vida. Se pudéssemos visualizar as fases do luto em um gráfico, elas seriam como uma onda, na qual seu ponto de partida é sempre diferente do ponto de chegada. Afinal, "nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia". A letra da canção segue afirmando que "tudo passa, tudo sempre passará", à medida em que vivemos corajosamente cada uma dessas fases. E para ter coragem para atravessar "ondas" de e...

Enfrentado o estresse

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Dias corridos, rotina e muito cansaço - tudo isso fica mais intenso quando o fim do ano se aproxima, pois é uma época em que as pessoas estão em plena atividade, concluindo etapas e entregando resultados do trabalho de todo um ano. Mas o que fazer quando o estresse ultrapassa os limites? Como conciliar família, emprego e compromissos sociais? A Teoria do Estresse, descrita pelo médico Hans Seyle em 1936, sugere algumas dicas que podem ajudar: Planeje-se : organizar horários e compromissos pode ser uma boa saída para eleger as prioridades da semana e otimizar o tempo. Trate-se bem : cuide de seu corpo, busque uma alimentação saudável, reduzindo açúcares e gordura. Se possível, faça uma caminhada, ande de bicicleta, jogue bola com os amigos ou alguma outra atividade ao ar livre. Relaxe : encontre alguma atividade que lhe traga bem estar, como ouvir música, apreciar uma paisagem, assistir a um filme, fazer artesanato ou atividades manuais, meditação, ler livros, etc. ...

Quando o corpo fala

Quando Freud iniciou seus estudos sobre Psicologia, em meados do século XIX, o motivo que mais o intrigava era a histeria. Naquela época, a histeria era considerada uma doença que acometia mulheres, porque se acreditava que o padecimento do útero era a causa de sintomas como contorções, paralisias, cegueiras, etc. Anterior a Freud - e não surpreendentemente até os dias atuais - eles também estavam associados a possessões demoníacas, atribuindo sua origem ao  místico e  desconhecido. Com o avanço dos estudos sobre a Psicologia, constatou-se que os sintomas causados pela histeria estão relacionados a conflitos emocionais tanto em homens quanto em mulheres. Certamente, contorções, cegueiras e paralisias originadas por emoções mal compreendidas são menos comuns atualmente. Contudo, uma nova sintomatologia ocupou seu lugar.  Enxaquecas, azia, labirintite, dores musculares em geral, taquicardia, bruxismo, intestino irritado, constipações, psoríase, alergias, dentre ...

De que riqueza estamos falando?

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Levante a mão que nunca vivenciou ou conheceu personagens de alguma das histórias descritas abaixo. I) Abriu um restaurante novo e bombástico na cidade. Todos dizem que o lugar é lindo, maravilhoso e que vale muito a pena conhecer. Você combina com alguns amigos e vai até o local. Chegando lá, fila para entrar! Não se sabe quanto tempo a espera irá durar, por isso, para não perder clientes, o restaurante oferece alguns petiscos para quem está aguardando. Depois de algumas horas, finalmente, você e seus amigos conseguem uma mesa. O atendimento é demorado, porque, obviamente, o restaurante está cheio. O preço dos pratos servidos são desproporcionais ao seu tamanho e a comida parece que foi aquecida no microondas. Mas o que valeu a pena, mesmo, foi tirar fotos e fazer check-in no lugar. Porque, afinal, não dá para ficar de fora do circuito gastronômico (e duvidoso) da cidade. II) Então, você resolveu viajar nas férias para o país da moda. Datas marcadas, passagens compradas, r...

Uma dose de realidade para o amor

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Dia desses chegaram a mim dois vídeos bem divertidos com dicas sobre como  identificar um "embuste" e sobre "aprender a fazer falta". O embuste foi descrito como aquele rapaz que visualiza mensagens e não responde, inventa desculpas para não comparecer aos encontros, que se diz muito ocupado ou que está trabalhando muito e mais uma lista de comportamentos adotados por estes homens. Incomoda muito quando não somos correspondidos da maneira que gostaríamos. Raramente pensamos sobre quais qualidades e habilidades  nos agradam  em um par romântico. Porque, geralmente, na grande maioria das vezes, idealizamos essas qualidades. Darei um exemplo: toda moça ou rapaz tem interesse em alguém; ou melhor, fica a fim de alguém. No início, se percebe um sentimento de simpatia pela pessoa desejada. Ele (ou ela) é educado (a), simpático (a), atraente, bem relacionado com a família e financeiramente estável. É um queridão (ou queridona)! Todas essas qualidades parecem s...