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Atravessando o luto como uma onda no mar

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Fim de relacionamento não é nada fácil. Todo mundo, alguma vez na vida, já experimentou o fim um namoro, casamento ou já perdeu uma pessoa muito querida. Pessoalmente, pude vivenciar tais perdas, assim como acompanhei amigos que atravessaram longos dias de tristeza e sofrimento ao terminar uma relação ou perder um emprego. A boa notícia é que passa! Mas percorrer esse caminho não é tão simples assim. Gosto muito de fazer referência à música "Como uma onda no mar", de Nelson Motta e Lulu Santos (1983), quando se trata das intempéries da vida. Se pudéssemos visualizar as fases do luto em um gráfico, elas seriam como uma onda, na qual seu ponto de partida é sempre diferente do ponto de chegada. Afinal, "nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia". A letra da canção segue afirmando que "tudo passa, tudo sempre passará", à medida em que vivemos corajosamente cada uma dessas fases. E para ter coragem para atravessar "ondas" de e...

Enfrentado o estresse

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Dias corridos, rotina e muito cansaço - tudo isso fica mais intenso quando o fim do ano se aproxima, pois é uma época em que as pessoas estão em plena atividade, concluindo etapas e entregando resultados do trabalho de todo um ano. Mas o que fazer quando o estresse ultrapassa os limites? Como conciliar família, emprego e compromissos sociais? A Teoria do Estresse, descrita pelo médico Hans Seyle em 1936, sugere algumas dicas que podem ajudar: Planeje-se : organizar horários e compromissos pode ser uma boa saída para eleger as prioridades da semana e otimizar o tempo. Trate-se bem : cuide de seu corpo, busque uma alimentação saudável, reduzindo açúcares e gordura. Se possível, faça uma caminhada, ande de bicicleta, jogue bola com os amigos ou alguma outra atividade ao ar livre. Relaxe : encontre alguma atividade que lhe traga bem estar, como ouvir música, apreciar uma paisagem, assistir a um filme, fazer artesanato ou atividades manuais, meditação, ler livros, etc. ...

Quando o corpo fala

Quando Freud iniciou seus estudos sobre Psicologia, em meados do século XIX, o motivo que mais o intrigava era a histeria. Naquela época, a histeria era considerada uma doença que acometia mulheres, porque se acreditava que o padecimento do útero era a causa de sintomas como contorções, paralisias, cegueiras, etc. Anterior a Freud - e não surpreendentemente até os dias atuais - eles também estavam associados a possessões demoníacas, atribuindo sua origem ao  místico e  desconhecido. Com o avanço dos estudos sobre a Psicologia, constatou-se que os sintomas causados pela histeria estão relacionados a conflitos emocionais tanto em homens quanto em mulheres. Certamente, contorções, cegueiras e paralisias originadas por emoções mal compreendidas são menos comuns atualmente. Contudo, uma nova sintomatologia ocupou seu lugar.  Enxaquecas, azia, labirintite, dores musculares em geral, taquicardia, bruxismo, intestino irritado, constipações, psoríase, alergias, dentre ...

De que riqueza estamos falando?

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Levante a mão que nunca vivenciou ou conheceu personagens de alguma das histórias descritas abaixo. I) Abriu um restaurante novo e bombástico na cidade. Todos dizem que o lugar é lindo, maravilhoso e que vale muito a pena conhecer. Você combina com alguns amigos e vai até o local. Chegando lá, fila para entrar! Não se sabe quanto tempo a espera irá durar, por isso, para não perder clientes, o restaurante oferece alguns petiscos para quem está aguardando. Depois de algumas horas, finalmente, você e seus amigos conseguem uma mesa. O atendimento é demorado, porque, obviamente, o restaurante está cheio. O preço dos pratos servidos são desproporcionais ao seu tamanho e a comida parece que foi aquecida no microondas. Mas o que valeu a pena, mesmo, foi tirar fotos e fazer check-in no lugar. Porque, afinal, não dá para ficar de fora do circuito gastronômico (e duvidoso) da cidade. II) Então, você resolveu viajar nas férias para o país da moda. Datas marcadas, passagens compradas, r...

Uma dose de realidade para o amor

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Dia desses chegaram a mim dois vídeos bem divertidos com dicas sobre como  identificar um "embuste" e sobre "aprender a fazer falta". O embuste foi descrito como aquele rapaz que visualiza mensagens e não responde, inventa desculpas para não comparecer aos encontros, que se diz muito ocupado ou que está trabalhando muito e mais uma lista de comportamentos adotados por estes homens. Incomoda muito quando não somos correspondidos da maneira que gostaríamos. Raramente pensamos sobre quais qualidades e habilidades  nos agradam  em um par romântico. Porque, geralmente, na grande maioria das vezes, idealizamos essas qualidades. Darei um exemplo: toda moça ou rapaz tem interesse em alguém; ou melhor, fica a fim de alguém. No início, se percebe um sentimento de simpatia pela pessoa desejada. Ele (ou ela) é educado (a), simpático (a), atraente, bem relacionado com a família e financeiramente estável. É um queridão (ou queridona)! Todas essas qualidades parecem s...

Música e Psicologia na promoção de saúde

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A música é uma linguagem universal! Dificilmente há quem não goste de ouvir uma musiquinha de vez em quando. E ela pode ser utilizada das mais diversas formas, para os mais variados fins: seja para relaxar ou se animar, para dormir ou se concentrar, para os momentos em que se está sozinho ou para aquela festinha animada tem que ter música! Os estilos e gostos musicais também agradam a todos: do sertanejo à orquestra sinfônica, passando pelo samba, pagode, rock'n'roll, funk, jazz, pop, MPB e por aí vai. É unânime que a música mexe com o copo e com as emoções de qualquer ser humano. E no quesito emoções, a Psicologia é especialista. O que dizer quando junta música e Psicologia como uma forma de ajudar pacientes a expressarem seus sentimentos? Muitas vezes, fica difícil falar o que se está sentindo. Não encontramos palavras que traduzam exatamente a dor de uma angústia ou aquele nó travado na garganta. Muitas vezes, a forma que encontramos para expressar um sentimento...

Conversando sobre "adultescência"

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Educar não é tarefa fácil. Além do investimento financeiro e de tempo nos filhos, a educação também exige diálogo, cuidado e orientação adequada para cada fase do desenvolvimento de um indivíduo. Atualmente, o investimento dos pais tem se prolongado um pouco mais. E a pergunta que paira no ar é "o que fazer como meus filhos adultos?". Antes de prosseguir discorrendo sobre o tema, esclareço que não se trata de uma situação generalizada, pois se sabe que tal realidade não se estende a todas as famílias brasileiras. Entretanto, faz algum tempo que tenho ouvido pais queixarem de seus filhos, beirando os trinta anos de idade, porque "não tomam jeito na vida", a tal  adultescência . Esses filhos possuem uma vida relativamente estável: a segurança de uma casa para morar, acesso à educação e algumas garantias. E isso lhes basta. Os pais afirmam que seus filhos se "acomodaram" em casa, sem o interesse de buscar a própria independência, seja ela econô...