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O abraço

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O abraço: tão trivial na cultura brasileira, é um gesto carregado de sentidos. Demonstra afeto, afago, simpatia, boas vindas, colo, carinho, calor humano... É justamente por demonstrar tantos sentimentos bons, que devemos usá-lo com cuidado. Muitas pessoas se incomodam pelo fato de eu não ser muito adepta do abraço, acham antipático da minha parte. Depois que comecei a desenvolver formas de demonstrar que não abrirei meus braços na direção de pessoas pouco conhecidas ou cujo relacionamento somente ocorre informalmente, percebi que este é um gesto tão naturalizado socialmente, que meus interlocutores ficam sem reação ao perceberem meu não sinal. Contudo, desenvolver "olás" e "tchaus" coletivos tem sido uma experiência pessoal muito importante, no que diz respeito à sinceridade de relações, cumplicidade e amizade verdadeira. Quando somos crianças não temos muito crivo daquilo que é socialmente aceito. Cabe aos nossos cuidadores - pais, mães, avós, professo...

O viajante e seus três potes de sementes

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Há muitos e muitos anos, havia um senhor muito rico. Ele era dono de muitas terras, construiu toda sua riqueza plantando e colhendo os frutos que dela provinham. Este senhor sempre cuidou de seus bens com muito zelo e apreço. Dedicava-se com carinho às suas plantações, conseguia sempre os melhores negócios na comercialização e beneficiamento das sementes que plantava. Muito respeitado e ético no trato com fornecedores, clientes e principalmente com seus funcionários. Era um homem exemplar. Certo dia, olhando ao seu redor, observando toda sua riqueza, o senhor se deu conta de que possuía tudo aquilo alguém poderia desejar para si: paz de espírito. E decidiu que chegara o momento de conhecer o mundo! Que já se encontrava para lá da metade da vida e sentiu um enorme desejo de pegar a estrada afora em busca de novos lugares, olhares, pessoas, culturas e realidades. Ele usou toda sua experiência e sabedoria para planejar sua saída. Organizou suas finanças para que parte dela pude...

Pequenos heróis dentro de nós

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Venho acompanhando uma série de ficção científica intitulada "Travelers", em que um grupo de pessoas do futuro possuem a missão de retornar ao século XXI para salvar o planeta. Uma vez que são muito evoluídos,  para cumprirem sua missão e principal objetivo , estes seres utilizam o corpo de pessoas comuns que supostamente morreriam. A série, muito interessante, também leva a alguns dramas vividos por estas pessoas do futuro, vivendo em uma época anterior, menos desenvolvida material e afetivamente: uma vez que ocupam a vida de outras pessoas, estes seres se tornam obrigados a tocarem adiante a vida normal de seus "hospedeiros" - como são chamados. Eles foram trabalhadores, estudantes, mães de família e qualquer outra coisa que qualquer pessoa poderia ser. Além do desafio de "salvar o mundo" tais seres do futuro também possuem o desafio de salvarem a si mesmos  das situações adversas que viver no século XXI lhes apresenta , a fim de se manterem...

A saúde mental do homem

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Os tempos são outros. Foram-se os dias em que os homens somente iam ao médico ou levados pelas mães, quando crianças ou acompanhando a esposa em alguma consulta rotineira. Há homens que, infelizmente, ainda hoje, passam longe do hospital. Mas aos poucos essa realidade vem mudando e percebe-se que os cuidados em saúde também se estendem a eles; por que não? A campanha que se lança no mês de novembro - Novembro Azul - tem o objetivo chamar atenção para os cuidados da saúde masculina. Consultas e exames simples, que se realizados com antecedência e frequência, podem evitar dores de cabeça no futuro. Chama-se muito a atenção para o câncer de próstata, que dependendo do tipo de tratamento e cirurgia, pode levar a consequências irreversíveis, como a impotência. Mas há também outras doenças silenciosas, como pressão alta, atrite, diabetes e depressão, que passam anos desconhecidas por seus portadores, que não gostam de ir ao médico. Falando nisso, e a saúde mental do homem, como ...

Criança adulta

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Nós adultos gostamos de nos sentir saudosistas em relação à nossa infância, sempre nos referindo à melhor fase da vida. A infância é tida como aquele estágio do desenvolvimento em que há total descomprometimento, sendo a brincadeira a principal ocupação. Lembramos dos brinquedos que fizeram sucesso, das roupas, da escola, da comida preferida. Na nossa memória de adultos, não precisávamos nos preocupar em ganhar dinheiro ou pagar contas e tínhamos certeza de que a mamãe cuidaria de tudo, caso alguma coisa saísse errado. Só que sabemos que não foi para todos os adultos. Dia desses, saindo do trabalho entrei na cafeteria onde habitualmente faço algumas refeições, para o lanche do final da tarde. Posteriormente, eu iria me dirigir a um espetáculo de música (que não fazia muita ideia do que se tratava) e, como não daria tempo para retornar a casa, resolvi lanchar por ali mesmo. Já com as cadeiras em cima das mesas, a atendente serviu meu pedido por me considerar uma cliente fideliz...

A boa vontade

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Como fazer para ter uma boa relação interpessoal? Diariamente convivemos com pessoas que trazem consigo um mundo interno muito particular. São histórias de vida, crenças, modos e trajetórias distintas, que tornam cada ser humano único. Sendo assim, constantemente somos desafiados a ter flexibilidade e muito jogo de cintura para conseguir driblar as diferenças e fazer das relações um instrumento de aprendizado e crescimento pessoal. Por exemplo, se alguém da minha família acredita que a maneira A é melhor para a criação dos filhos que a maneira B (com a qual me simpatizo), não concordar com este familiar não necessariamente quer dizer que preciso aniquilá-lo ou até mesmo eliminá-lo. Pode-se tornar um exercício pessoal me colocar no lugar deste familiar de maneira empática (ou seja, considerando sua história de vida pessoal, etc., etc.) e melhor entender o que o faz crer neste ou naquele ponto de vista divergente do meu. Este exercício dá muito trabalho. Porque o tempo todo ele ...

Meu filho / minha filha não sai do celular!

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Uma dúvida constante dos pais sobre o uso que as crianças e adolescentes fazem de aparelhos eletrônicos. Falemos primeiramente sobre as crianças: as opiniões dos especialistas divergem em alguns pontos específicos no que diz respeito à total restrição de acesso às telas ou ao seu uso moderado. Mas um ponto é unânime: é desaconselhável que as crianças façam uso exclusivo de aparelhos eletrônicos como forma de interagir com o mundo. As crianças são naturalmente curiosas, gostam de fazer descobertas, utilizando, conhecendo e testando seus corpinhos como grande ferramenta de exploração do mundo que as cercam. Elas gostam de correr, pular, se equilibrar, dependura-se nos brinquedos e obstáculos, tudo isso como uma grande aventura. A brincadeira possibilita a interação com o ambiente e a socialização com outras crianças. É um ensaio para as etapas seguintes ao desenvolvimento e contribui massivamente para o amadurecimento psicológico, cognitivo e subjetivo dos pequenos. A orient...